Dois senadores americanos solicitaram que a Agência de Informação de Energia (EIA) monitore o consumo energético dos data centers. Essa iniciativa responde às preocupações dos eleitores sobre como a demanda energética desses centros pode impactar as contas de luz.

Senadores pedem relatório anual sobre consumo energético dos data centers
A senadora democrata Elizabeth Warren e o senador republicano Josh Hawley enviaram uma carta à Energy Information Administration (EIA) solicitando relatórios anuais sobre o consumo de energia dos data centers. Eles acreditam que isso será fundamental para planejar a rede elétrica e evitar que grandes empresas aumentem os custos para as famílias americanas. A carta foi enviada na quinta-feira e faz parte de uma preocupação maior com o aumento da demanda energética dos data centers, tema presente nas campanhas eleitorais em estados como Virgínia e Geórgia.
Hawley já apoiou anteriormente um projeto de lei que exige que os data centers possuam fontes próprias de energia para proteger os consumidores. Também foi reportado que Donald Trump reuniu líderes de grandes empresas de tecnologia para assinarem um acordo não vinculativo para cobrir suas próprias necessidades energéticas. É difícil obter números precisos sobre o consumo energético dos data centers, pois muitos consideram essas informações segredos comerciais. A EIA anunciou um programa piloto para coletar dados de consumo energético de data centers no Texas, Virgínia e Washington, mas os senadores questionam se esse programa será obrigatório. Eles destacam que, sem essas informações, tomadores de decisão e comunidades locais estarão operando às cegas.
Impactos e perspectivas para o Brasil
Avaliação rápida da AIny: A demanda dos senadores por um monitoramento mais rigoroso do consumo energético dos data centers pode aumentar a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia. Para desenvolvedores e empresas brasileiras, isso reforça a importância de considerar custos energéticos e sustentabilidade na operação de data centers. Além disso, pode incentivar o desenvolvimento de soluções mais eficientes em energia na América Latina.
Fonte: Ars Technica
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